Drogas e Rio de Janeiro
Hoje, 28 de Novembro de 2010, o Brasil e mundo assistem e comemoram, com alegria e certa euforia, a expulsão dos bandidos e traficantes de drogas dos morros do Rio de Janeiro e a ocupação pela Polícia dessas áreas, antes dominadas pela bandidagem,…..demorou…., mas mesmo assim, parabéns!
Penso e muita gente também pensa, que o estado foi relapso e deixou a situação chegar onde chegou.
Mas…., tem um lado da verdade que parece que ninguém assumir, e é o seguinte: se tem tantos traficantes, é porque eles vendem muitas drogas e até onde eu sei, eles não vendem drogas, pra cães, gatos, papagaios e peixinhos de aquário, não é???. É o povo mesmo, as pessoas, que consomem e querem continuar a consumir toda essa droga e assim os traficantes vão sobrevivendo, no Rio de Janeiro, ou não.
Então acho que, também já passou da hora das pessoas “enfiarem” as mãos na consciência, viverem a lucidez e só a partir de então, os traficantes vão ter que arrumar outra ocupação, se não, não muda nada, a não os traficantes de endereço.
Tomara que eles não se mudem todos pra cá, porque drogados por aqui, também não faltam, que pena!
Escolas Técnicas

Meu pai aprendeu a ser funileiro com pai dele (meu avô), depois meu pai fez a Escola Técnica Federal, em Curitiba, curso de Mecânica, nível médio ou 2º grau, já conseguiu dar uma boa melhorada no salário e casado com quatro filhos, ainda conseguiu fazer faculdade de Engenharia Mecânica. Depois eu fiz na mesma escola, que mudou de nome (CEFET), curso técnico de eletrônica, nível médio ou 2º grau, antes de terminar o curso eu já tinha um emprego legal em uma grande indústria de computadores. Depois o Governo Federal, “espertamente” acabou, aniquilou, os cursos técnicos em todo o país, e agora, depois de enxergar a burrada, está novamente criando e reativando os cursos técnicos de nível médio. Parabéns!
Mas a minha pergunta é: pra que ?
Hoje, no Brasil, quase tudo está vindo, pronto e com “precinho de banana” , da China, logo nossas indústrias irão virar sucata, que vai virar matéria prima a ser reciclada, para a China consumir.
Então teremos um exército de técnicos, trabalhando como balconistas, vendendo produtos chineses descartáveis….
É isso!
Trabalho infantil
A coisa está feia.
Um jovem ou adolescente, para conseguir uma colocação no mercado de trabalho, no Brasil, precisa ter no mínimo o ensino médio (ou 2º grau) completo. Pois é, então ele terá uns 14 ou 15 anos de idades, 16 ou até mais em alguns casos.
A legislação trabalhista brasileira dificulta, e até proíbe, o trabalho infantil e tem os direitos humanos, conselhos tutelares, etc…, fiscalizando e punindo com rigor quem se atreve a dar uma ocupação pra molecada.
Então, até que essa criança complete 16 anos, alguém vai ter que sustentá-lo completamente, para que ele complete pelo menos o ensino médio e a partir daí tente ingressar no mercado de trabalho, afim de adquirir algum conhecimento profissional e/ou complementar a renda familiar. Sabemos que, ainda bem, algumas famílias, não tem grandes dificuldades para atingir este ponto, mas muitas e muitas famílias não conseguem e seus filhos ficam vagando pelas ruas, à mercê da marginalidade e do tráfico de drogas, em quanto os pais estão trabalhando.
Pois bem; outro dia eu estava num terminal de ônibus, em Curitiba, num dia de semana e durante o dia e observei um “bando” de jovens e adolescentes fazendo a maior arruaça, meninos e meninas, se comportando como verdadeiros marginais. No início, fiquei com raiva, mas depois pensei: essa molecada poderia estar na escola ou trabalhando, não é?
Foi então que me lembrei de umas fotos bem antigas da família da minha mãe, no interior de Santa Catarina em que apareciam os jovens e adolescentes, da época, envolvidos no trabalho, juntamente com os adultos, na construção de estradas, igrejas, do comércio, pequenas indústrias, etc.., ocupados aprendendo um ofício.
Só que este tipo de trabalho, que exige pouca ou nenhuma qualificação, nas grandes cidades, quase não existe mais, então mesmo eu tenha um grande coração e queira arrumar um trabalho pra essa juventude, não vou conseguir, porque eles não tem a idade necessária, nem a qualificação necessária, e, além disso, a lei não permite, o Ministério do trabalho te “ferra”, o Conselho Tutelar põe os pai na cadeia e por aí vão as dificuldades, mas…, em quanto isso, os marginais e traficantes de drogas encontram uma legião de desocupados, facilmente recrutáveis e que acabam mesmo se envolvendo com tudo que há de ruim, em quanto os pais trabalham e a nação dorme em berço esplêndido….
E viva ao Brasil.
O Clima em Curitiba
O clima em Curitiba é frio.
Mas se esfriar muito, o céu fica limpo, azulzinho.
E se o céu ficar limpo, vai esquentar.
E se esquentar, chove.
Se chover, esfria.
Mas se esquentar muito, chove muito.
Se chover muito, esfria muito.
E se esfriar muito, o céu fica limpo, azulzinho….
E apesar dessa confusão, somos nós que escolhemos se passaremos o dia bem, ou não!
É isso.
Miojo na Ilha

Essa é de um casal de amigos que eu adoro !
Quando eles ainda eram solteiros, mas já namoravam,
foram com um grupo de amigos para a Ilha do Mel, no litoral do Paraná e
pra quem não conhece, é um paraíso.
Acampados na Ilha, num lindo dia de Sol, os meninos foram explorar a ilha e as meninas ficaram responsáveis pelo almoço.
Naquela idade (18-19 anos) ninguém tinha lá muita experiência culinária e examinando os mantimentos, encontraram vário pacotes de Miojo (isso mesmo, aquele macarrão instantâneo),elas não sabiam nem preparar o tal “miojo”, naquela época era novidade, então ela, que hoje é a esposa do meu amigo, leu a embalagem e lá dizia: deixe ferver por três minutos !
Foi muito fácil!
Veja a conta que ela fez, matemática básica aplicada, ela tinha em mãos oito pacotes de miojo, 3 X 8=24 , beleza!
Deixaram aquele monte de miojo cozinhar por quase meia hora!
Quando os aventureiros meninos retornaram de sua exploração, cheios de fome…
Bem…, deixa pra lá…
Segundo o que me contaram depois é que usaram a “massa resultante”, para tampar buracos, nos troncos das velhas árvores da ilha.
É isso, sempre acho divertida essa história.
©Júlio.
Fumar ou não ?
Lembrei-me dessa história hoje e resolvi compartilhar.
O meu pai fumou, muito, e durante muitos anos, chegou a fumar cinco carteiras de cigarros em um só dia, loucura, não é??
Num domingo estávamos reunidos na casa de meus pais e o cigarro do meu pai acabou, como de costume, saiu pra comprar e voltou logo em seguida, abriu a carteira de cigarros, colocou um cigarro na boca , mas não ascendeu, pensou alguns segundos e falou: a partir de hoje não fumo mais !
Deixou aquela carteira de cigarros alí, sobre a mesa da sala e alí ficou por um bom tempo, meu cunhado (que também fumava) acabou consumindo os cigarros.
Pois bem, meu pai parou de fumar.
Passados alguns anos, na empresa onde ele trabalhava como gerente de projetos, foi questionado por um dos diretores que tinha sérios problemas de saúde, causados pelo uso do cigarro, o diretor falou o seguinte ao meu pai:
Ouvi falar que você parou mesmo de fumar, o que é preciso pra parar de fumar??
Ao que meu pai, com toda a sinceridade que lhe era peculiar, respondeu:
Precisa ser macho e ter vergonha na cara ! (ai caramba…)
O diretor não falou nada, e foi para sua sala (essa parte da história, meu pai só soube bem depois, durante a festa de casamento da filha desse mesmo diretor), e “ficou arrancando as pétalas”, demito, não demito, demito, não demito…., não chegando a uma conclusão, foi buscar aconselhamento com outro diretor da mesma empresa, contou o ocorrido e este outro diretor respondeu-lhe que a resposta que meu pai havia lhe dado, era a mais lógica (dura é claro) possível e que não deveriam tomar nenhuma ação, a não ser esquecer tudo.
Porém o resultado foi que, o diretor parou de fumar, porque não tinha mais “cara” de encontrar meu pai nos corredores com o cigarrinho na mão e admitir que não era macho e não tinha vergonha na cara…
Eu nunca fumei, então acho que meu Pai conseguiu me ensinar, entre outras coisas, a ser macho e ter vergonha na cara!
É isso!
© Júlio.
Poluição Sonora.
Li recentemente em um artigo, sobre veículos com motor elétrico, onde havia um comentário dizendo que os veículos (carros, motos, etc…), são grandes fontes de poluição sonora e concordo com isso!
Mas…, numa noite, quando estava em casa, acabou a energia elétrica no bairro e isso não impediu que os veículos continuassem a trafegar pelas ruas, só que ficou um silêncio tão grande, uma paz, e foi quando percebi que a “parafernália” elétrica e eletrônica, que temos em casa e nas casas vizinhas, também faz um barulho monstruoso, mas nós não percebemos, porque é a soma de pequenos ruídos, da geladeira, da televisão, aparelho de som, forno de micro ondas, etc…,etc…, etc…, mas no final acabam fazendo muito barulho também.
É isso, observe o silêncio que fica, até mesmo no seu escritório, na próxima vez que acabar a energia elétrica no bairro ou no prédio.
© Júlio.
Cerveja, pizza ou conversa?
O negócio é o seguinte:
Tenho percebido que não tenho tido muito sucesso ao convidar alguns amigos e amigas pra conversar, sempre vem a justificativa: “to sem grana pra sair”…
Conversar por e-mail, msn, telefone(que é caro), também cansa e é mais frio; o bom mesmo é aquela conversa ao vivo, quando você também pode ver seus amigos e suas expressões, não é?
Pois é, eu estou tentando resgatar aquele velho e quase esquecido costume de conversar com as pessoas, sem necessariamente ser em um barzinho ou numa pizzaria, sabe como?, sair para caminhar no parque e conversar (não correr com aquela roupinha de ginástica), apenas caminhar e conversar, caminhar à noite na rua XV, em Curitiba, conversar calmamente e quem sabe, se as perninhas cansarem, sentar em um banquinho e continuar a conversa!
Parece que a coisa ficou condicionada a lugares “legais”, não dá mais pra conversar na rua, ou ir à casa de alguém, alias, como tá difícil isso, as pessoas não se visitam mais.
É isso, faça a experiência, convide alguém para caminhar e conversar, numa boa, tranqüilamente, você vai ver é barato (não custa nada) e muito agradável…
© Júlio.
Tio e tia

Meu pai, que sempre foi muito brincalhão, ficava “enchendo o saco” da minha mãe, chamado-a de tia, tia me faça isso, tia me faça aquilo, tia alcança o café para mim, …
Durante uma refeição em família, ele como de costume, chamando ela de tia, foi quando ela, irritada, perguntou: por que você fica me chamando de tia, se eu tenho um nome???, então meu pai respondeu: mas é tia de “ti amo”…
Minha mãe pensou alguns segundos e respondeu: então tá, vou te chamar de agora em diante, de tio, de “ti odeio” (essa ela tirou da cartola), meu pai ficou em silêncio e nós caímos na gargalhada……
Resultado: ele nunca mais chamou-a de tia…, acho que tava na hora dele parar mesmo!
É isso.
© Júlio.
O que é ser adulto?
Essa dúvida me ocorreu, quando fui ao banheiro na empresa!
Segundo a teoria da psicanalise, alguns comportamentos nossos podem ter origem em situações traumáticas, ou por falta de afeto na infância, etc…, e até concordo com isso.
Mas quando entrei no banheiro e observei uma placa dizendo: “não faça xixi na parede, não jogue o papel fora do cesto, mantenha este lugar limpo, etc…” , neste momento também me veio à lembrança a quantidade de avisos que recebemos todos os dias, como: seja educado no trânsito, não destrua a natureza, não beba antes de dirigir, não traia seu(sua) esposo(a), espere os outros desembarcarem para vocês embarcar, etc…, etc…, etc…!
Estes avisos, tanto o do banheiro, como os outros, são para “adultos”, que trabalham, que tem carro, que tem empresa, etc…, mas parecem frases que falamos para as crianças, então a impressão que tenho é temos pessoas grandes, com mais de 18 anos e que parecem eternamente crianças, porque se não tiver ninguém olhando, vai fazer xixi na parede, mesmo.
Diante disso, me ocorreram as perguntas:
Qual a definição de adulto??
Quando somos considerados realmente adultos??
É isso gente, se alguém quiser colaborar, fiquem a vontade.
© Júlio.








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