
Essa é de um casal de amigos que eu adoro !
Quando eles ainda eram solteiros, mas já namoravam,
foram com um grupo de amigos para a Ilha do Mel, no litoral do Paraná e
pra quem não conhece, é um paraíso.
Acampados na Ilha, num lindo dia de Sol, os meninos foram explorar a ilha e as meninas ficaram responsáveis pelo almoço.
Naquela idade (18-19 anos) ninguém tinha lá muita experiência culinária e examinando os mantimentos, encontraram vário pacotes de Miojo (isso mesmo, aquele macarrão instantâneo),elas não sabiam nem preparar o tal “miojo”, naquela época era novidade, então ela, que hoje é a esposa do meu amigo, leu a embalagem e lá dizia: deixe ferver por três minutos !
Foi muito fácil!
Veja a conta que ela fez, matemática básica aplicada, ela tinha em mãos oito pacotes de miojo, 3 X 8=24 , beleza!
Deixaram aquele monte de miojo cozinhar por quase meia hora!
Quando os aventureiros meninos retornaram de sua exploração, cheios de fome…
Bem…, deixa pra lá…
Segundo o que me contaram depois é que usaram a “massa resultante”, para tampar buracos, nos troncos das velhas árvores da ilha.
É isso, sempre acho divertida essa história.
©Júlio.
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Lembrei-me dessa história hoje e resolvi compartilhar.
O meu pai fumou, muito, e durante muitos anos, chegou a fumar cinco carteiras de cigarros em um só dia, loucura, não é??
Num domingo estávamos reunidos na casa de meus pais e o cigarro do meu pai acabou, como de costume, saiu pra comprar e voltou logo em seguida, abriu a carteira de cigarros, colocou um cigarro na boca , mas não ascendeu, pensou alguns segundos e falou: a partir de hoje não fumo mais !
Deixou aquela carteira de cigarros alí, sobre a mesa da sala e alí ficou por um bom tempo, meu cunhado (que também fumava) acabou consumindo os cigarros.
Pois bem, meu pai parou de fumar.
Passados alguns anos, na empresa onde ele trabalhava como gerente de projetos, foi questionado por um dos diretores que tinha sérios problemas de saúde, causados pelo uso do cigarro, o diretor falou o seguinte ao meu pai:
Ouvi falar que você parou mesmo de fumar, o que é preciso pra parar de fumar??
Ao que meu pai, com toda a sinceridade que lhe era peculiar, respondeu:
Precisa ser macho e ter vergonha na cara ! (ai caramba…)
O diretor não falou nada, e foi para sua sala (essa parte da história, meu pai só soube bem depois, durante a festa de casamento da filha desse mesmo diretor), e “ficou arrancando as pétalas”, demito, não demito, demito, não demito…., não chegando a uma conclusão, foi buscar aconselhamento com outro diretor da mesma empresa, contou o ocorrido e este outro diretor respondeu-lhe que a resposta que meu pai havia lhe dado, era a mais lógica (dura é claro) possível e que não deveriam tomar nenhuma ação, a não ser esquecer tudo.
Porém o resultado foi que, o diretor parou de fumar, porque não tinha mais “cara” de encontrar meu pai nos corredores com o cigarrinho na mão e admitir que não era macho e não tinha vergonha na cara…
Eu nunca fumei, então acho que meu Pai conseguiu me ensinar, entre outras coisas, a ser macho e ter vergonha na cara!
É isso!
© Júlio.
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Li recentemente em um artigo, sobre veículos com motor elétrico, onde havia um comentário dizendo que os veículos (carros, motos, etc…), são grandes fontes de poluição sonora e concordo com isso!
Mas…, numa noite, quando estava em casa, acabou a energia elétrica no bairro e isso não impediu que os veículos continuassem a trafegar pelas ruas, só que ficou um silêncio tão grande, uma paz, e foi quando percebi que a “parafernália” elétrica e eletrônica, que temos em casa e nas casas vizinhas, também faz um barulho monstruoso, mas nós não percebemos, porque é a soma de pequenos ruídos, da geladeira, da televisão, aparelho de som, forno de micro ondas, etc…,etc…, etc…, mas no final acabam fazendo muito barulho também.
É isso, observe o silêncio que fica, até mesmo no seu escritório, na próxima vez que acabar a energia elétrica no bairro ou no prédio.
© Júlio.
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O negócio é o seguinte:
Tenho percebido que não tenho tido muito sucesso ao convidar alguns amigos e amigas pra conversar, sempre vem a justificativa: “to sem grana pra sair”…
Conversar por e-mail, msn, telefone(que é caro), também cansa e é mais frio; o bom mesmo é aquela conversa ao vivo, quando você também pode ver seus amigos e suas expressões, não é?
Pois é, eu estou tentando resgatar aquele velho e quase esquecido costume de conversar com as pessoas, sem necessariamente ser em um barzinho ou numa pizzaria, sabe como?, sair para caminhar no parque e conversar (não correr com aquela roupinha de ginástica), apenas caminhar e conversar, caminhar à noite na rua XV, em Curitiba, conversar calmamente e quem sabe, se as perninhas cansarem, sentar em um banquinho e continuar a conversa!
Parece que a coisa ficou condicionada a lugares “legais”, não dá mais pra conversar na rua, ou ir à casa de alguém, alias, como tá difícil isso, as pessoas não se visitam mais.
É isso, faça a experiência, convide alguém para caminhar e conversar, numa boa, tranqüilamente, você vai ver é barato (não custa nada) e muito agradável…
© Júlio.
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Meu pai, que sempre foi muito brincalhão, ficava “enchendo o saco” da minha mãe, chamado-a de tia, tia me faça isso, tia me faça aquilo, tia alcança o café para mim, …
Durante uma refeição em família, ele como de costume, chamando ela de tia, foi quando ela, irritada, perguntou: por que você fica me chamando de tia, se eu tenho um nome???, então meu pai respondeu: mas é tia de “ti amo”…
Minha mãe pensou alguns segundos e respondeu: então tá, vou te chamar de agora em diante, de tio, de “ti odeio” (essa ela tirou da cartola), meu pai ficou em silêncio e nós caímos na gargalhada……
Resultado: ele nunca mais chamou-a de tia…, acho que tava na hora dele parar mesmo!
É isso.
© Júlio.
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Essa dúvida me ocorreu, quando fui ao banheiro na empresa!
Segundo a teoria da psicanalise, alguns comportamentos nossos podem ter origem em situações traumáticas, ou por falta de afeto na infância, etc…, e até concordo com isso.
Mas quando entrei no banheiro e observei uma placa dizendo: “não faça xixi na parede, não jogue o papel fora do cesto, mantenha este lugar limpo, etc…” , neste momento também me veio à lembrança a quantidade de avisos que recebemos todos os dias, como: seja educado no trânsito, não destrua a natureza, não beba antes de dirigir, não traia seu(sua) esposo(a), espere os outros desembarcarem para vocês embarcar, etc…, etc…, etc…!
Estes avisos, tanto o do banheiro, como os outros, são para “adultos”, que trabalham, que tem carro, que tem empresa, etc…, mas parecem frases que falamos para as crianças, então a impressão que tenho é temos pessoas grandes, com mais de 18 anos e que parecem eternamente crianças, porque se não tiver ninguém olhando, vai fazer xixi na parede, mesmo.
Diante disso, me ocorreram as perguntas:
Qual a definição de adulto??
Quando somos considerados realmente adultos??
É isso gente, se alguém quiser colaborar, fiquem a vontade.
© Júlio.
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Estava eu à noite,no Largo da Ordem, em Curitiba, sentado num banquinho e pensando na vida.
De repente veio na minha direção um mendigo, ou morador de rua, como queira (para mim uma pessoa que nem eu) e com uma boa educação, pediu-me uma moeda, foi quando tirei do bolso uma moeda de R$0,25 e entreguei a ele. O rapaz, ajoelhado à minha frente, agradeceu-me e desejou que Deus me devolvesse em dobro, agradeci e ele foi embora.
Passado uma meia hora, o rapaz voltou e me disse, todo feliz: você não acredita, fui num bar logo alí e um holandês me deu R$10,00; então me mostrou a nota e várias moedas na mão. Falei a ele, que legal, hoje vai rolar até uma janta, né?, foi quando ele me perguntou: você lembra quanto dinheiro me deu?, respondi, sim lembro foram vinte e cinco centavos e para meu espanto o rapaz apanhou uma moeda de R$0,50 e agradecendo me falou: então vou te devolver o dobro !
O rapaz pediu licença e foi embora….
Isso nunca tinha acontecido comigo e não sei se já aconteceu com alguém, fiquei muito impressionado e feliz.
Depois conclui: se ele é uma pessoa exatamente igual a mim, porque não pode me ajudar também?
© Júlio
Curitiba – PR
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